Nuvem agridoce
Pelos teus beijos molhados, senti nuvens de algodão agridoce no teu céu. E com o calor dos teus braços a me envolver, parecia que eu era uma amante nubívaga. E era, e sou. Uma amante tua, totalmente imersa em meus pensamentos, pois ainda no meu paladar há o teu sabor agridoce.
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Vai me usar, e jogar fora. Ou pode ficar, e até gostar do meu número. Me apertar como uma uva, me desfrutar, na sua boca uma música. Na dúvida, tanto faz, jaz. Morre de amor quem é capaz, Sílvia. Jaz, morro de amor e quero mais, Sílvia.
Chico Buarque. (via a-rosa-do-chico)
29/05/2012 @ 19:34 com 33 notes
29/05/2012 @ 19:33 com 532 notes
29/05/2012 @ 19:32 com 1,925 notes
A verdade é que quando você volta, eu mando você ir embora de novo. E quando você vai embora, eu quero que você volte mais uma vez.
— (Caio Fernando Abreu)
29/05/2012 @ 19:29 com 335 notes
29/05/2012 @ 19:29 com 2,784 notes
Já disse que não falo mais nada. Não falo porque não há saída. Teus olhos negros me deixam desnorteada, eu perco a direção, eu perco o fôlego, eu perco os sentidos, pra ser mais clara, fico apenas fitando os olhos teus que sobre os meus reflete uma luz que não sei o que é, só sei que há. E o que é que há? Eu não sei. E já não falo mais nada. Porque não adianta tentar falar, meu dicionário fica em branco, minha voz fica muda e eu só sei te olhar e eu só sei te olhar. Te juro, daria tudo pra te dizer algo que te faça ficar. Mas eu não sei dizer. Adeus você.
— Ana Bárbara
29/05/2012 @ 18:50 com 0 notes
Eu desenhei teus olhos só para fingir que eles me pertenciam. E para, quem sabe, devolver o brilho que se perdeu com o findar da noite. Ainda sinto teus dedos a pressionarem os meus… Nada, além disso. Tu não deixaste nenhum vestígio; não há nada que lhe torne tangível. Vazio por natureza, era o que tu dizias. E eu me esvaziei ao tentar te preencher de alguma maneira. Indiferente, egoísta, eu diria. Diria e nada disse. Nenhuma palavra. Eu morria enquanto teus lábios se uniam aos meus, eu chorava sem derramar uma só lágrima. Meu rosto ardia, prendia os soluços num engasgo e me afogava nos teus braços.
Você me olhava sem jamais me ver. Dava as costas pros meus silêncios e dizia voltar quando desse. “Você já me amou em pelo menos uma das vezes em que falou isso?” era o que eu queria dizer sempre que você saia por aquela porta. Mas novamente, nenhuma palavra. Eu não sei quando tu vens, nem se virá. Tu diz que o mistério é a única coisa que faz manter uma mulher. Dor também, você esqueceu de completar. Me despedaço enquanto teus olhos desenhados me sorriem no papel. Você sabe, eu sei que sabe. O LP gira; a voz desconhecida soa pelo vazio do apartamento e eu tão só quanto o próprio tempo: tudo vê, de tudo participa e ainda assim, jamais será protagonista.
Amor. Uns nascem para vivê-lo e outros para serem platéia. Eu continuo aplaudindo sentada no banco dos fundos.
— Lilian Alves, Olhos de papel. (via avermelhar)
29/05/2012 @ 18:43 com 762 notes
Somos lentos para nos declarar, somos apressados para brigar, somos relutantes na reconciliação. Amor depende de sorte.
— Fabrício Carpinejar (via frasesatormentadas)
29/05/2012 @ 18:41 com 1,232 notes
Quando penso em você dou um sorriso. E, preciso dizer, não quero mais que você esteja aqui mas,preciso dizer mais, você foi quem eu amei. Quem eu mais amei. Não há um dia sequer que eu não pense em você.
Clarissa Corrêa in A carta que nunca mandei. (via rasurar)
29/05/2012 @ 18:39 com 193 notes
A gente tem o direito de deixar o barco correr.
As coisas se arranjam, não é preciso empurrar com tanta força.
— Clarice Lispector  (via a-m-ar)
29/05/2012 @ 18:39 com 1,936 notes
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